Por Mafalda Anjos

Quem somos nós depois de uma quarentena, depois do confinamento, depois dos layoffs, dos cancelamentos e das falências, depois da doença, do medo e da angústia? Como se sai do pandemónio em que o mundo ficou, virado do avesso, com esta pandemia?

A PRIMA, como a grande maioria dos portugueses, parou umas semanas para pensar, tentar dar sentido a tudo isto que vivemos, que ficará incrustado na nossa memória pessoal e coletiva para sempre. E regressou com três certezas:

1. Não podemos desperdiçar as lições que esta situação nos trouxe. Há, sim, muita coisa a tirar de tudo isto. A mais importante de todas: não devemos dar nada, mas mesmo nada, por adquirido. Nem mesmo um mergulho no mar, a serra aqui tão perto, a areia entre os dedos ou um passeio ao ar livre.

2. Sairemos disto pessoas diferentes e, nalguns aspetos, porventura melhores. A dar mais valor às pequenas coisas, à companhia dos amigos e familiares que amamos e que não conseguimos abraçar durante tanto tempo, a conhecer melhor aqueles com quem privámos, fechados entre quatro paredes, tantos dias.

3. Somos mais fortes e resilientes do que imaginamos. Conseguimos adaptar-nos à adversidade e superar o que antes nos parecia absolutamente impensável. Não, não vai ficar tudo bem, como diziam as mensagens com arco-íris que correram mundo. Vai ser difícil, a crise vai bater à porta de muitos de nós, vai doer. Mas é também nas crises que nos reinventamos e que nos excedemos em criatividade e imaginação. O que não nos mata torna-nos mais fortes, não é o que dizem? Havemos de sobreviver.
Para ajudar a refletir, a PRIMA escolheu 10 palavras que a inspiram e foi buscar 10 pessoas que as personificam. Gente talentosa e batalhadora, que optou por enfrentar essa Covid-19 com um sorriso. E ainda foi falar com dois anciãos admiráveis – Eunice Muñoz e José Carlos de Vasconcelos, com tanto para nos ensinar.

Em suma, a PRIMA anda, como todos, à procura de um caminho. Não sabe bem como vai sair disto. Não sabe por onde vai, nem para onde vai. Mas uma coisa a PRIMA sabe, como Régio – não irá por alguns caminhos. Não baixará os braços, não cairá sem dar luta, não deixará de ter esperança e vontade de fazer mais e melhor. É essa a marca desta família – é isso o que nos une.

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