Uma agulha e linhas (em mais de 500 variações de cor) são o que basta para a artista japonesa Ipnot criar peças de arte do tamanho de um botão. Estes bordados baseiam-se no mesmo princípio que o pontilhismo, uma técnica da pintura em que pequenos pontos de cor geram as formas apreendidas pelo olhar do observador. "Uso a minha agulha como um pincel e costuro um nó de cada vez",  conta  Ipnot no site que leva o seu nome e onde apresenta ao mundo as suas impressionantes criações.

Ipnot não é uma ‘profissional’ do bordado, antes se confessa uma autodidata, que foi atraída para esta técnica porque a sua avó costumava bordar: “isso fez com que parecesse muito relaxante e agradável. Então, tentei e gostei. Desde então, comecei os meus próprios projetos e não parece trabalho. Em vez disso, parece um hobby porque me estou a divertir", escreve com candura.

A comida é sem dúvida um dos objetos que lhe prende a atenção, recriando, de forma realista, croissants e rolinhos de sushi, hambúrgueres e quadradinhos de chocolate. Porém, Ipnot está longe de esgotar aqui as suas ideias. As criações oscilam entre o onírico e o real, entre os temas clássicos da cultura japonesa e os símbolos da cultura pop, num caminho que parece não conhecer fronteiras, tornado possível pelo poder da técnica e pela vontade de (re)criar novos objectos no microcosmos que Ipnot elegeu como o seu território.