Parece uma pergunta simples, mas não é. Há muita coisa a acontecer quando se puxa ao autoclismo a bordo de um avião. Não nos referimos aos mitos urbanos que dizem que o conteúdo é despejado pelos ares e se desintegra (na verdade no passado, nalguns aviões de combate chegou a ser mesmo assim). A verdade é que uma sanita de avião é bastante diferente das que conhecemos, e a diferença está precisamente… no autoclismo. Quando se puxa a manivela, não é, como em terra, despejada uma quantidade de água que obriga a que os detritos sigam viagem para outras paragens. Ter tanques com a quantidade de água necessária para um funcionamento tal como acontece no solo sobrecarregaria o avião em demasia.

Em vez disso, testou-se um modelo em que os detritos eram aspirados junto com um líquido desinfectante chamado Anotec. No entanto, transportar o desinfectante era quase tão pesado como a água. A partir de 1982, a Boeing instalou o primeiro sistema pneumático usado até aos dias de hoje. O sistema produz um poderoso vácuo – aquele barulho estranho e bem audível –  e suga os detritos até um tanque situado no fundo do avião, ao memso tempo que liberta uma dose mínima de deinfetante. O revestimento da sanita é feito de um material próprio, muito escorregadio, que não permite a acumulação de resíduos.

WC de avião
Atrás da porta... créditos: Getty Images

Outros snacks sobre as WC dos aviões

  • As trancas das portas são apenas de sinalização e podem ser abertas pelo exterior. Lembre-se disso quando decidir ficar eternamente na casa de banho.
  • Os cinzeiros são apenas decorativos. Na verdade, há cerca de 20 anos que é proibido fumar a bordo.