Em 1993, ano de estreia da revista VISÃO, o CD era coisa recente. A revista dedicava longas páginas por esta altura ao que chamava "CD assassino", pelo impacto devastador que esta nova tecnologia estava a ter no mercado dos discos de vinil numa década de existência.  "Em Portugal, as vendas do vinil, LP's e singles, desceram rapidamente para se fixarem hoje em números que só têm significado considerando que os gira-discos representam cerca de 90 por cento dos lares, contra os 20 por cento de penetração dos aparelhos leitores de CD, escreveu a VISÃO em Março de 1993.

Falava-se então neste texto de duas outras novidades que estavam para chegar: "Complementares, mas não alternativos, dois novos suportes se perfilam para disputar faixas importantes do mercado. São o Mini-Disc (MD) e a Cassete Compacta Digital (DCC)." Em Abril, a revista voltava ao tema: "O CD acabou com o vinil. O Mini Disc promete arrasar a cassete. Ninguém sabe onde vai parar tanta inovação".  Não foi longe, como sabemos.

Para o CD, o futuro vaticinado era auspicioso. "Enquanto se aguarda o desfecho deste combate entre os gig antes Sony e Philips, ambas as empresas prevêem que o formato CD permaneça intocável. A «guerra» das duas novas estrelas travar-se-à sobretudo no campo do hardware portátil e para automóvel. Disputam uma faixa específica
de mercado tal como antes deles o DAT (Cassete Audio Digital), o CDI (CD Interactivo) e o CDV (CD Vídeo). Todos como satélites à volta de um sol chamado CD." Não se imaginava que chegaria uma coisa chamada mp3, e mais tarde o streaming, que praticamente acabaria com os formatos físicos...