Por estes dias já é seguro dizer que aquilo que o Instagram mostra, dita a moda. E nos últimos tempos, sobretudo entre contas de millennials, a rede social tem apresentado muito verde dentro dos apartamentos. É oficial: a #urbanjungle chegou em força. Foi até às casas mais pequenas, sem varandas ou jardins; fez com que as jarras de flores frescas ganhassem a companhia de vasos onde crescem plantas de nomes que são eles também hashtags populares, como a #monstera, e, à boleia dessa tendência, vieram os negócios especializados como o Superbotânica.

superbotanica

A ideia nasceu pelas mãos do casal brasileiro Márcio Orsi da Silva e Roberta Gontijo, ele arquiteto, ela arquiteta paisagista, os dois com 40 anos. Viveram dois anos em Londres, onde começaram a ligar-se a esta área e estão em Lisboa há um. Com a aproximação feita em Inglaterra e a bagagem que traziam do Brasil, onde Roberta trabalhava com várias plantas tropicais que hoje são usadas para interior - “a maioria são de floresta, não precisam de sol”, explica-, e também, diga-se, a pedido de alguns amigos, lançaram o Superbotânica, na primavera do ano passado. É um negócio de venda online e entrega ao domicílio de plantas de interior e consultoria em plant styling. No início de fevereiro veio a loja física, na Rua Luís de Camões, em Alcântara.

No site (www.superbotanica.com), as plantas aparecem com fotografia e respetivo preço, mas basta carregar para descobrir outros detalhes importantes, como a origem, a relação com crianças e animais de estimação e todos os cuidados a ter. Neste momento, no site têm plantas a partir dos 5€, uma que custa 148€ (uma ficus lyrata xxl), mas a generalidade das espécies que vendem rondam os 10-20€. “Além destas informações, quando entregamos a planta tentamos perceber o nível de conhecimento das pessoas e estamos sempre disponíveis para responder a questões via Whatsapp e Instagram”, diz Márcio.

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Foi através destas plataformas e das entregas ao domicílio na Grande Lisboa - “entregamos até às nove da noite” - que surgiram alguns dos projetos de plant styling que têm feito em lojas e escritórios, por exemplo. “São sempre projetos paisagísticos de pequena escala. E ao fim de um mês fazemos uma visita para saber como estão os espaços.” Para os terraços, procuram plantas autóctones do Mediterrâneo que se dêem bem no exterior; para o interior são sempre plantas tropicais.

Reconhecem que é uma moda geracional, ligada às casas mais pequenas. “É uma coisa de cidade grande, de trazer um ser vivo para dentro de casa”, justifica Roberta. E é comum que os compradores se autointitulem de ‘plant parents’ - outro hashtag a seguir. E se há espécies que tentam ter sempre disponíveis, também defendem que as novidades são importantes, “tipo coleções de uma loja de roupa”, acrescenta. Uma planta de interior tem uma esperança média de vida alta, mas convém ter alguns cuidados, como trocar o vaso ao fim de um tempo, dar nutrientes no verão e não regar em excesso. “É a maior causa de morte destas plantas, porque apodrece a raiz”, explica Márcio.

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Além das plantas, vendem também acessórios. “São muito importantes no plant styling”, sublinha Roberta. Têm pratos de madeira, vasos em argila ou terracota; têm hangers, isto é, versões modernas de macramés para pendurar vasos; e ainda outros suportes mais altos, estilo bancos, em ferro. “São tudo produtos que desenvolvemos com fornecedores e artesãos.”

É começar a comprar e entrar na moda #indoorplants.

Rua Luís de Camões, 122, Alcântara, Lisboa / ter-sáb 11h-19h

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