“C’est chic”, “crème de la crème”, “nouvelle vague”, “mon chéri”, “c’est la vie”. A lista de expressões e palavras francesas que Susana Santos já estampou nas t-shirts e sweatshirts da Le Mot, desde o verão de 2017, já vai longa. Desenhadas a branco, a azul, a encarnado ou a preto, impressas em duas linhas ou apenas numa, centradas ou em jeito de monograma, a ocupar mais ou menos espaço, as opções multiplicam-se. E a artista portuguesa de 33 anos garante que tem outras dezenas de combinações na manga.

Le Mot
Uma das campanhas da marca

“Não gosto muito de repetir as frases. Quando acaba um modelo, acaba. E salvo algumas exceções, não volto mesmo a repetir. Também quero que as pessoas tenham um lado de exclusividade quando compram as peças”, explica, em conversa com a PRIMA no showroom e escritório da Le Mot, na Amadora, uns andares acima da mítica fábrica de rebuçados do Dr. Bayard - Susana é neta do fundador e chegou a trabalhar na comunicação da empresa. Formada em comunicação, mas desde sempre com vontade de trabalhar em moda, ainda passou pela Elle portuguesa antes de se atirar para Paris, onde foi, primeiro estudar marketing na área, e depois trabalhar. Passou pelo departamento comercial da Jean Paul Gaultier e pela comunicação da Nina Ricci, antes de voltar para Portugal, em 2016. “Na altura já tinha a ideia de fazer uma marca da t-shirts. Andei a bater às portas das fábricas do Norte, fiz uma primeira leva de 100, pus à venda online e num mês desapareceu tudo”, conta.

Da primeira experiência no verão de 2017, Susana passou ao trabalho permanente com algumas fábricas, onde produz as peças, 100% de algodão, sempre após alguns testes que levam à fórmula certa. “Pensamos nas cores, se vão ser lisas ou ter riscas, onde entram as frases, as costuras, tudo. A nível técnico é preciso alguma sensibilidade e mais cabeças a pensar”, diz, em referência ao trabalho com Inês Abreu, que entrou recentemente para a apoiar .

Le Mot
A etiqueta da Le Mot

Apesar de 95% das pessoas que compram Le Mot serem mulheres, as peças são todas unissexo. “Há alguns modelos que os homens gostam mais”, admite Susana. As últimas novidades da marca, que até agora não tem obedecido às regras da sazonalidade e tem lançado novos modelos a cada quatro meses, são os hoodies (isto é, sweatshirts com capuz), um beje e um branco, com as frases “coup de coeur” e “paris mon amour”, respetivamente, ora estampadas à frente, ora nas costas. “No verão do ano passado fizemos as t-shirts de riscas, as que tinham manga cava e a ideia é continuar a diversificar em cores e, um dia ter também outras peças como calças e casacos. Mais a longo prazo gostávamos de ter uma loja própria.”

Le Mot
As duas novas sweatshirts da marca créditos: Shot on StyleShoots - Processed by AutoAlpha algorithm

Por enquanto, estão na loja online (le-mot.com), de onde saem 80% das vendas da marca, sendo a maior fatia para o estrangeiro - “Reino Unido, Estados Unidos e Ásia” -, mas também em algumas lojas em Portugal e outras no estrangeiro, em Lyon, Barcelona e Taiwan. Os preços começam nos €39 (t-shirts) e vão até aos €80 (sweatshirts com capuz).

E nada há a temer sobre a renovação de expressões francesas. “Tenho uma lista onde vou anotando ideias, de artigos de revistas que leio, de mensagens que troco com amigos de Paris. Depois é só adaptar às cores, ao modelo e à estação.”

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.